LAPPIS

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Experiências de ensino em pauta na II Roda


Um público diversificado, constituído por estudantes, professores, pesquisadores, profissionais de saúde entre outros, acompanhou a mesa-redonda de Ensino, uma das atividades da II Roda de Experiências de Integralidade em Saúde, que aconteceu das 9h às 12h30, no auditório 11 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A mesa foi coordenada por Lilian Koifman e Regina Lucia Monteiro Henriques, integrantes da equipe de pesquisadores do Lappis.

 

O primeiro trabalho apresentado foi Clínica ampliada na formação psiquiátrica, de autoria de Fabiano Valério e Rosane Campitteli, da Universidade Federal Fluminense. Os autores são residentes em psiquiatria do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, em Niterói (RJ) e, nesta apresentação, relataram a experiência de uma residência na rede municipal de saúde, a partir de uma atuação médica que vai além da doença e dos sintomas, considerando o usuário em saúde na sua integralidade. “Quisemos apresentar a nossa residência nesta Roda por conta desse viés, dessa preocupação que temos, ao longo de nossa formação, com o indivíduo como um todo e com a continuação do tratamento”, descreve Rosane, que considerou a mesa-redonda produtiva e muito interessante, pelas iniciativas compartilhadas.

 

Lucyla Oliveira Paes Landim Santana, pesquisadora do Laboratório de Humanização e Gestão em Saúde (LHUAS), da Universidade Estadual do Ceará, descreveu o Projeto Acolhimento: qualidade de vida e humanização do trabalho de saúde, realizado na cidade de Quixadá, região do sertão central cearense. Trata-se de uma experiência de integralidade desenvolvida pelo LHUAS, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do local, para qualificar os recursos humanos e atender a demanda em saúde de Quixadá. O projeto tem reunido gestores e trabalhadores da saúde, em geral, e é composto pelas seguintes etapas: realização de oficinas com os profissionais dos serviços de saúde, curso teóricos, apresentação de seminários e avaliação e supervisão. Atualmente, está na etapa de apresentação dos seminários, de forma que temas como Saúde Mental, qualidade de vida, gestão em saúde, ética e Integralidade são alguns dos selecionados para serem debatidos entre os participantes. Para simular as atividades relatadas, Lucyla declamou poesias de Adélia Prado e Cora Coralina, lidas durantes a oficina Conversação sobre o acolhimento, ministrada por ela para discutir a organização dos serviços.

 

 

Outros trabalhos apresentados foram Organizando rodas de educação permanente para integralidade em saúde, representado por Cristina Setenta, da Universidade Estadual de Santa Cruz (BA); e Educação Permanente em Saúde e Formação Médica: experiência de parceria entre universidade e sistema municipal de saúde, apresentado por Andrei Garziera Valério, estudante de Medicina da Universidade de Caxias do Sul.

 

A estudante de enfermagem do Centro Universitário Adventista de São Paulo, Caroline Lisboa, estava entre os expectadores das apresentações. Para ela, participar da II Roda possibilitou a ampliação de seus conhecimentos. “É muito gratificante estar no V Seminário e é valioso conhecer outras experiências, que trazem enriquecimento não só para a minha vida, mas podemos levar muita informação à nossa universidade, transformar as idéias”, destaca a estudante.

 

A mesa-redonda de Ensino encerrou com um debate, onde os participantes tiveram espaço para fazer perguntas aos palestrantes. As atividades da II Roda de Experiências de Integralidade em Saúde continuam. Durante os próximos dias do V Seminário, os trabalhos selecionados de Ensino, Pesquisa e Serviços, na modalidade pôsteres, serão apresentados no hall do Teatro Odylo Costa, filho.

 


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