LAPPIS

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Troca de saberes para a formação em saúde


Os debatedores da mesa-redonda Transdisciplinaridade nos estudos de demanda, que aconteceu na tarde de hoje (15), no Teatro Odylo Costa, filho, instigaram a platéia com reflexões quanto ao atual processo de formação em saúde no país. Na pauta do debate, coordenado pelo pesquisador do Lappis, Kenneth R. de Camargo Junior, estavam temas como os desafios para uma prática formativa fundamentada na integralidade. Elisabeth B. Barros, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), iniciou sua explanação chamando a atenção para a existência de uma fragilidade teórica e metodológica na questão do ensino. Por meio de questionamentos sobre os limites entre as disciplinas, a professora ressaltou que a construção do conhecimento com base na transdisciplinaridade provoca interferências, desestabilizando, somando saberes, mas sem deixar de valorizar as especificidades de cada área. Segundo ela, o profissional em saúde coletiva deve ser um aprendiz artista, ou seja, deve dialogar e conhecer o sujeito que está cuidando, se aproximando do espaço social e das problemáticas do dia-a-dia.


Mesa Transdisciplinaridade nos estudos de demanda

 

José Ricardo Ayres, do Departamento de Medicina Preventiva da USP, contribuiu com a discussão, a partir de uma perspectiva filosófica. Ele defendeu a importância da compreensão, do diálogo e do respeito na relação médico-paciente, fundamentando-se no que definiu como fusão dos horizontes, uma maior troca e aproximação dos sujeitos, necessária para que o profissional em saúde possa receber e ouvir o outro. Já Kátia Feliciano, do IMIP, em sua apresentação, relatou experiências de trabalho em saúde, propondo novas formas de pesquisa inspiradas na integralidade.

 

Encerrando as exposições, Roseni Pinheiro, coordenadora do Lappis, representou a professora Madel Therezinha Luz, do Instituto de Medicina Social da Uerj. Por meio de um artigo, lido por Roseni, Madel afirmou que “enquanto a demanda por saúde for socialmente construída em função da doença e do seu combate ou prevenção, será impossível atender a uma demanda efetiva por saúde”. Após a leitura, foi aberto espaço para que os participantes fizessem perguntas aos palestrantes que, em seguida, apresentaram suas considerações finais.


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