Disciplinas de pós-graduação
[1] TÓPICOS ESPECIAIS EM
POLÍTICA, PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE
Prof(s).
Ruben Araújo Mattos, Roseni Pinheiro e Kenneth Rochel Camargo Jr.
TEMA
Saberes e Práticas: estudos sobre Integralidade
EMENTA
Buscamos com essa disciplina realizar sucessivas aproximações com o tema Integralidade,
com objetivo de discutir criticamente a produção existente, realçando sua utilidade e
potencialidades de construir práticas de saúde integrais em espaços públicos, sejam
eles institucionais ou comunitários. Para tanto analisaremos as abordagens analíticas e
dados empíricos de distintas experiências nas áreas de ensino, pesquisa e serviços,
mediante a discussão de textos que refletem uma defesa da Integralidade como princípio
norteador e organizador das práticas em saúde, realizadas no cotidiano dos sujeitos nos
serviços de saúde, locus privilegiado de estudo. Nesse sentido, categorias tais
como acesso, cuidado, acolhimento, participação, política, terapêuticas não
convencionais, gestão de sistemas e ensino serão tratadas em diferentes contextos
institucionais, sempre na perspectiva de buscar compreender e praticar de forma eficaz as
ações de saúde de modo integral.
MAIS
INFORMAÇÕES:
Secretaria do IMS/UERJ
Tels: 21 2587-7540, ramais 226 e 248
E-mail: marcia@ims.uerj.br
[topo]
[2] TÓPICOS ESPECIAIS EM POLÍTICA, PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE
Profa. Roseni Pinheiro
TEMA
Vínculo e acolhimento: contribuições de experiências
como diretrizes operacionais e práticas de Integralidade em Saúde.
EMENTA
O objetivo geral dessa disciplina consiste em refletir sobre a construção e uso dos
conceitos vínculo e acolhimento, compreendendo serem esses os
elementos constitutivos das práticas de Integralidade em saúde. Trata-se de discutir os
diferentes sentidos e significados atribuídos à construção desse conceito no contexto
de reforma do setor saúde, utilizando referenciais de análise da sociologia, política e
filosofia. Além disso, serão examinados casos concretos, resultados de pesquisas locais,
que servirão de subsídios para discussão crítica em contextos específicos.
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[3] TÓPICOS ESPECIAIS EM POLÍTICA, PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE
Prof. Kenneth
Rochel de Camargo Jr.
TEMA
Os Médicos e a Ciência
EMENTA
O curso visa discutir concepções sobre
ciência e medicina e de suas inter-relações, a partir de um conjunto de autores que
abordam esses temas de forma crítica, bem como induzir os alunos a produzirem reflexões
ligadas aos seus projetos de pesquisa que incorporem esses elementos. O curso é
ministrado através de seminários de discussão de texto. A avaliação é feita com base
na participação nos seminários e elaboração de trabalho sob a forma de artigo sobre
algum dos temas abordados no curso.
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[4] TÓPICOS ESPECIAIS EM POLÍTICA, PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE
Prof(s). Roseni
Pinheiro e convidados
TEMA
Sociedade Civil em Gramsci: reflexões sobre a cultura para
discussão de democracia no campo da saúde
EMENTA
O objetivo geral da disciplina é discutir criticamente o conceitos de sociedade civil em
Gramsci, como contribuição para análises no campo da saúde, ressaltando a cultura como
componente fundamental à compreensão do processo de consolidação da democracia no
Brasil e construção da saúde como direito de cidadania. Nessa discussão serão
relacionadas algumas categorias cultura política, participação e controle social
, como elementos a serem considerados nos estudos sobre as práticas no cotidiano
das instituições de saúde, entendendo que é aí que se dá a materialização da
política.
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[5] TÓPICOS ESPECIAIS EM POLÍTICA, PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE
Profa. Roseni
Pinheiro
TEMA
Saúde, Cultura e Democracia: aspectos conceituais,
históricos e políticos da participação da sociedade civil e os Conselhos de Saúde no
Brasil
EMENTA
O objetivo geral da disciplina é discutir criticamente os conceitos de saúde,
cultura política, cidadania e participação e controle social, particularmente os seus
usos como categorias de análise das práticas em contextos locais, ressaltando aspectos
históricos e políticos de sua formação.
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[6] TÓPICOS ESPECIAIS EM
POLÍTICA, PLANEJAMENTO E ADMINISTRAÇÃO EM SAÚDE
Prof(s). Roseni Pinheiro
TEMA
Modelos de Atenção à Saúde e
a expansão das Práticas Terapêuticas não Convencionais: aspectos institucionais,
culturais e sociais.
EMENTA
A reforma do sistema de saúde brasileiro é um dos mais bem-sucedidos exemplos de
descentralização institucional, a despeito de ser uma experiência limitada. Esses
limites estão relacionados com a natureza das instituições responsáveis pela
prestação dos serviços e com as demandas apresentadas pela população. Na
Constituição de 1998, que deu forte ênfase à democratização das relações
políticas, ocorreu a incorporação da saúde como direito de cidadania. Esse direito
fixou atributos para o Estado com o objetivo de mudar seu relacionamento com a sociedade.
O direito à saúde também levou as questões relativas ao acesso aos serviços de saúde
para o centro dos debates. Assim, produziu-se um reordenamento político e institucional
do aparato estatal, orientado para potencializar a ação dos municípios, porque essa era
a esfera de governo a que caberia ampliar a oferta local de serviços básicos de saúde.
Nesse sentido, o direito à saúde tornou-se direito universal a serviços locais de
atenção à saúde.
Essas experiências de inovação têm proposto alternativas de formulação de
políticas, novos estilos de gestão e mudanças na natureza dos serviços prestados. Em
grande parte, elas decorrem da entrada em cena de novos atores no contexto da
democratização e descentralização do SUS. Em relação à natureza dos serviços, esta
disciplina vai abordar experiências de oferta de homeopatia na rede pública de saúde,
relacionando práticas terapêuticas que incluem ou não outros programas como o de Saúde
da Família e combate à AIDS. Essas experiências inauguram uma nova forma de condução
das políticas de saúde e de relação com os usuários.
No que diz respeito à gestão, serão discutidas experiências nas quais a adoção de
estilos participativos e democratizantes (em que o aspecto de cidadania deve ser
ressaltado) define práticas inéditas de organização institucional e em que a
multiprofissionalidade dos recursos humanos que as conduzem levam a uma desconcentração
do poder decisório sobre as diretrizes, reordenamento do sistema e alocação de recursos
financeiros.
O objetivo geral da disciplina é refletir sobre os aspectos institucionais, culturais e
sociais dos modelos de atenção à saúde e sobre a expansão de práticas terapêuticas
não convencionais, a partir de uma análise crítica dos documentos oficiais norteadores
de suas ações e de experiências desenvolvidas.
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