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A professora e pesquisadora Roseni Pinheiro, líder do Projeto Integralidade em Saúde (Lappis) esteve em Buenos Aires, na Argentina, na última semana para participar de diversas atividades financiadas pelo subsidio de Cooperação Bilateral Nivel II Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva (MINCyT), Argentina - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) Brasil, intitulado “Derecho y políticas públicas en torno al cuidado de personas en condiciones de discapacidad, violencias y consumos problemáticos de drogas en barrios vulnerabilizados de Rio de Janeiro y Buenos Aires”.

No dia 12 de maio, das 15 às 17 horas, na sala de reuniões do Instituto de Investigaciones Gino Germani (IIGG), Roseni participou da palestra: "Políticas de salud y científicas frente al retorno del neoliberalismo en Argentina y Brasil", junto com Maru Dakessian (Departamento de Salud Ambiental, Ministerio de Salud, GCBA - Docente UNTREF y UNPAZ), Daniel Jones (CONICET/IIGG - Científicxs y Universitarixs Autoconvocadxs Buenos Aires), com a coordenação de Pablo Francisco Di Leo (CONICET/IIGG). Na palestra discutiram sobre experiências, diagnósticos e reflexões em torno das políticas e instituições públicas de saúde e ciência e técnica na Argentina e no Brasil, ressaltando as particularidades históricas, políticas e acadêmicas, e ainda, as possíveis convergências entre os dois países. No intercambio se ressaltou a importância de recuperar, suportar e ampliar os direitos conquistados durante as últimas décadas pelas nossas democracias para enfrentar, em diversos espaços políticos, sociais e acadêmicos, as políticas de ajustes neoliberais que estão avançando na nossa região

No dia 16 de maio, das 14 às 18 horas, participou da aula do Seminário “Sociología de la salud” (cujos professores titulares são Ana Clara Camarotti y Alejandro Capriati) do Mestrado de Saúde Pública da Universidad de Buenos Aires. Lá, desenvolveu o tema “Experienciación, Formación, Cuidado y Producción de conocimiento en el campo de la salud”, em parceria com Pablo Francisco Di Leo.

O dia 18 de maio, das 14 às 16 horas, na aula 1 do IIGG participou da reunião da equipe de pesquisa  do projeto UBACyT 2016 Mod II 20020150200080BA, “Instituciones, derechos e individuación: un análisis de sus vinculaciones en las experiencias sociales de jóvenes en barrios populares del Área Metropolitana de Buenos Aires” (dirigido por Pablo Francisco Di Leo e co-dirigido por Ana Arias), na qual Pablo expôs sobre as suas experiências de pesquisa e intervenção em torno do eixo “El cuidado como un valor: las razones públicas de la responsabilidad colectiva con el principio de integralidad en salud-SUS”.

Ainda no dia 18, Roseni Pinheiro apresentou o livro “Itinerários terapêuticos: integralidade no cuidado, avaliação e formação em saúde”, na qual participaram como apresentadoras as professoras Ana Clara Camarotti, Silvia Tapia y María Pía Venturiello (as três são pesquisadoras do CONICET/IIGG), propondo diversos percursos e reflexões em torno dos capítulos do livro em diálogo com as problemáticas, ferramentas conceituais e metodológicas que vem trabalhando cada uma delas nas suas trajetórias de pesquisa e intervenção social. No final, Roseni moldurou a produção do livro no trabalho do LAPPIS durante os últimos anos, batendo pé firme na importância do diálogo entre as ciências sociais e as experiências produzidas nos serviços de saúde, colocando no centro as narrativas, eleições e direitos dos usuários.

Encerrando as atividades do estágio em Buenos Aires, Roseni Pinheiro participou de diversas reuniões de trabalho com Pablo Francisco Di Leo e María Pía Venturiello, para organizar os próximos passos do projeto de cooperação bilateral entre Brasil e Argentina.

A edição desta semana destaca o "Manual do Gestor Municipal do SUS", que tem o intuito de auxiliar os gestores nas principais questões relacionadas ao SUS, constituindo uma fonte de consulta diária. O manual está disponível para download gratuito: https://goo.gl/U62kng

 

O apresentador Renato Farias recebeu a coordenadora do Laboratório de Pesquisas sobre Práticas de Integralidade em Saúde (Lappis Integralidade Em Saúde), Roseni Pinheiro e a presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cosems RJ), Conceição Souza Rocha.

 

Confira o programa clicando na imagem

 

Nos dias 17, 18 e 19 de outubro, vai acontecer a 17ª edição do “Seminário do Projeto Integralidade: saberes e práticas no cotidiano das instituições de saúde”, uma promoção do Laboratório de Pesquisa sobre Práticas de Integralidade em Saúde (LAPPIS-IMS-UERJ), do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Subjetividade e Políticas (Grupo de Pesquisa do CNPq – NEPESP), da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFES, do Programa de Pós-Graduação de Psicologia Institucional da UFES e do Grupo de Estudos em Tecnociências em Saúde (BIOMEDSI-IMS-UERJ).

 

Com o tema AMOR MUNDI, POLÍTICAS DA AMIZADE E CUIDADO:  A VIDA NA SAÚDE, o Seminário vai ser sediado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória (ES). Na programação, os grupos que promovem o evento em 2017, propõem a centralidade dos estudos de saberes e práticas “sujeitos-autores sociais” – usuários, movimentos sociais, trabalhadores e gestores, com o objetivo de oferecer múltiplas experiências acerca do “pensar e agir” da integralidade do cuidado, a partir de distintos contextos sociais, geopolíticos e epistêmicos.

 

 

Trata-se de um desdobramento do percurso virtuoso dos grupos de pesquisa no Projeto Integralidade, que ao longo dos 17 anos de existência, resultou na configuração de uma Rede Multicêntrica de Pesquisa do Grupo de Pesquisa do CNPq/LAPPIS, na qual participam diferentes pesquisadores, docentes e estudantes de graduação e pós-graduação de todo o País. A Universidade Federal do Espirito Santo, por meio do curso de Psicologia e do Programa de Pós-graduação de Psicologia Institucional e do NEPESP ocupam uma posição importantíssima desse percurso desde sua origem, que mais uma vez se expressa na vontade institucional de acolher o Seminário Integralidade em 2017.

 

 

Neste ano, o Seminário apresenta um conjunto de atividades de duas naturezas: especificas e gerais. As específicas funcionarão simultaneamente, em diferentes espaços no campus universitário, com ampla participação do público, voltadas para as ações de ensino e de extensão. E as Atividades gerais serão concentradas, sequencialmente, em um único espaço de realização dos debates temáticos.

 

 

Além de 5 sessões do “Atelier do Cuidado”, grupos de pessoas que trabalharão juntas na confecção criativa de respostas capazes repensar o tema central do seminário, a partir do cotidiano na vida pública na interação entre serviços de saúde e universidade; as atividades específicas contarão com 16 Minicursos, com a emissão de certificados na modalidade “cursos de curta duração”. Ainda dentro da programação, está prevista a Reunião da Biblioteca Virtual em Saúde Integralidade ICICT/FIOCRUZ-PAHO-BIREME-OPAS, que reunirá os gestores da informação cientifica – bibliotecários, com vistas a atualizar seus conhecimentos sobre inclusão de fontes da literatura científica.

 

 

A Conferencia de Abertura, a ser proferida pelo presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Gastão Wagner de Souza Campos, abre a programação das atividades gerais do Seminário. Para sistematização do debate, foram organizadas quatro mesas redondas que focalizarão questões específicas transversais concernentes à “vida na saúde”, de modo a fomentar as reflexões entre convidados e participantes.

 

A primeira questão versará sobre as possibilidades epistemológicas de se consubstanciar a ideia de “resistência”, como uma categoria analítica fundamental de estudos no campo da Saúde Coletiva e áreas afins, ressaltando a responsabilidade pública das instituições de ensino, de saúde e da justiça como pilar estruturante para se configurar um novo patamar ético-político-formativo na relação entre a sociedade e o Estado. A segunda questão circunscreve seu objeto na pluralidade de aspectos das demandas por “cuidado na saúde”, destacando os temas da violência, do racismo e as minorias como desafios às práticas de cuidado e processos formativos para sua constituição.

 

 

Já a terceira questão buscará refletir e problematizar a natureza do trabalho na saúde, cujas demandas por cuidado apontam para fragilidades, resistências e superação expressas no cotidiano das lutas por direitos no atual cenário econômico, político e cultural do país, cujas respostas para seu enfretamento implicam em analisar os efeitos e repercussões das políticas públicas e sociais nos trabalhadores, sejam sobre sua própria vida, sejam desta relação com o Outro, “usuário” dos serviços.

 

 

A quarta questão visa compreender as fronteiras do cuidado, como espaços moleculares da coexistência entre os saberes tradicionais, científicos e leigos, por onde, as políticas de saúde se transformem em cuidado como expressão de amor à coletividade.

 

Período de inscrição e Informações detalhadas da programação serão divulgados em breve.

O Laboratório de pesquisas sobre práticas de integralidade em saúde - LAPPIS, vem a público afirmar seu apoio à Frente em Defesa do SUS-MG que é contra a medida adotada pelo prefeito Kalil, de afastar de suas funções as companheiras Sônia Lansky - Comissão Perinatal e do Comitê de Prevenção do Óbito Materno, Fetal e Infantil e Márcia Parizzi - Coordenadora de Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Belo Horizonte. Segundo a Frente em Defesa do SUS-MG, o motivo para tal atitude é o posicionamento destas servidoras públicas na defesa das mães que tem perdido a guarda de seus bebês, por se encontrarem em situação de vulnerabilidade, através de várias ações do Ministério Público da Infância. Esta postura é altamente discriminatória e excludente, penalizando mulheres pobres e negras, privando-as de guarda e da convivência com seus filhos, sem nenhuma participação delas nesta decisão.

Sônia e Márcia se dedicam há quase 30 anos como trabalhadoras e como militantes em defesa da vida das crianças e das mulheres de Belo Horizonte e do Estado de Minas Gerais, uma vez que o

SUS-BH é referência para a Região Metropolitana e todo o Estado. Representam a luta de vários outros trabalhadores militantes que contribuem para o fortalecimento do SUS em Belo Horizonte e no Brasil. Essas servidoras públicas, no sentido mais nobre do termo, defendem o interesse público, desenvolvem um trabalho pautado pelos princípios de defesa dos direitos humanos, e do direito de escolha das mulheres, do parto normal, do aleitamento materno e desenvolvimento infantil, do direito à vida.

 

Confira a Nota Oficial da Frente em Defesa do SUS-MG.

Manifesto e Solicitação Coletiva de Reunião com o Prefeito Alexandre Kalil

GD 7cbcshs fto Flaviano Quaresma

 

 “Mudança” foi a palavra-chave do último Grande Debate do 7º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, promovido pela Abrasco, em Cuiabá (MT), nos dias 9 a 12 de outubro. Para iniciar esta reportagem, fui em busca do significado da palavra “mudança”: “é o ato ou efeito de mudar, de dispor de outro modo. É um substantivo feminino que dependendo do contexto que se emprega pode ter diferentes sentidos.

 

DSC08419Amanhã, 30, as atividades iniciam às 9h, com a mesa redonda “Formação em Saúde, Participação Social e Alteridade: abordagens para produção de equidade e direito a saúde às mulheres em situações de vulnerabilidade relativas as questões de gênero, raça, etnia e deficiência física”,

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