Sobre o Lappis
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O Laboratório de Pesquisas de Práticas de Integralidade em Saúde (LAPPIS) é um programa de estudos que reúne um colegiado de pesquisadores que auxiliam na identificação e construção de práticas de atenção integral à saúde. A proposta do grupo é repensar a noção de Integralidade a partir da análise, divulgação e apoio a experiências inovadoras. Esse trabalho é multidisciplinar e tem como ponto de partida o conhecimento que é construído na prática dos sujeitos nas instituições de saúde e na sua relação com a sociedade civil.

Integralidade é entendida aqui como um amplo conceito, uma ação social que resulta da interação democrática entre os sujeitos no cotidiano de suas práticas na prestação do cuidado da saúde, em diferentes níveis do sistema.

O programa atua no âmbito do ensino, oferecendo disciplinas na pós-graduação stricto e lato sensu, e no âmbito da pesquisa, promovendo estudos em diferentes regiões do país, a partir de linhas de atuação. O objetivo final é buscar estratégias de ação conjunta que contribuam para o desenvolvimento de referenciais teórico-metodológicos para estudos de experiências sobre Integralidade e seus efeitos, ao mesmo tempo que levem à formação de profissionais capacitados e comprometidos com a Integralidade da atenção à saúde.

O LAPPIS representa o crescimento e a institucionalização do projeto ‘Integralidade: Saberes e Práticas no Cotidiano das Instituições de Saúde’, criado em 2000, sendo certificado como grupo de pesquisa no diretório do CNPq em 2004. Desde sua concepção, tem o apoio da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e integra o grupo de pesquisa Racionalidades Médicas, do CNPq, atualmente sediado no Instituto de Saúde da Comunidade (ISC) da Universidade Federal Fluminense UFF. Em 2013, institucionaliza a Rede Multicêntrica de Pesquisa Incubadora da Integralidade, que congrega todos os integrantes incluindo o Grupo de Pesquisa do CNPq Incubadora da Integralidade na Amazônia e a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Acre e a Incubadora da Integralidade do Hospital Sofia Feldeman (HSF-MG)  (UFAC). Trabalha em parceria com o Instituto da Saúde da Comunidade da Universidade Federal Fluminense (UFF); com o Instituto de Informação Científica e Tecnológica (ICICT/Fiocruz). Também participam dos projetos de pesquisa do LAPPIS pesquisadores e líderes de grupos de pesquisa respectivamente: Núcleo de Cidadania e Processos de Mudança (NUCEM), Grupo de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (GESC-UFRGS), Programa Integrado de Pesquisa e Cooperação, Técnica em Comunidade, Família e Saúde: Contextos, Trajetórias e Políticas Públicas – FASA, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (FASA-UFBA), Grupo de Estudos de Saúde Coletiva da UFMG, Instituto de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (ISC-UNB), Programa de Pós-Graduação de Psicologia Institucional da UFES; Núcleo de Desenvolvimento Saúde e o Instituto de Saúde Coletiva da UFMT (NDS-IC-UFMT),  o Departamento de Ciências Sociais/Instituto Gino Germani da Universidad de Buenos Aires (Argentina); Centro de Investigaciones Sociojurídicas Facultad de Derecho, Ciencias Políticas y Relaciones Internacionales de la Universidad los Libertadores – Bogotá – Colômbia, a Latin America Studies Association; o Centro Latino Americano de Informação de Ciências em Saúde; e a Organização BIREME/OPAS. O LAPPIS conta ainda com o apoio do Ministério da Saúde (MS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Rio de Janeiro (COSEMS/RJ) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Sub-Reitoria de Pós-graduação da UERJ, da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

O programa investiga e avalia experiências inovadoras de atenção integral em municípios de diferentes regiões do Brasil. Essa pesquisa empírica é comparativa e analisa as experiências a partir de três eixos principais. Primeiro, o grupo busca compreender como os sujeitos envolvidos na relação demanda e oferta nos serviços de saúde entendem o termo Integralidade. Outro ponto a ser observado refere-se à identificação dos efeitos e/ou repercussões desse entendimento nas práticas do cuidado da saúde e dos resultados desse processo para os usuários dos serviços. Por fim, essas práticas são comparadas com as políticas de atenção integral do Estado.

O âmbito do ensino, por sua vez, é incrementado pelos produtos e reflexões derivados das atividades de pesquisa. As disciplinas oferecidas na graduação e na pós-graduação funcionam como molas propulsoras de reflexão sobre o objeto da pesquisa do LAPPIS - as práticas - porque incentivam e subsidiam os estudantes desses cursos a debater criticamente os processos e resultados alcançados. E isso também configura uma importante característica do LAPPIS: a opção por um trabalho integrado de retroalimentação entre ensino, pesquisa e extensão.

Todo esse trabalho pressupõe que a Integralidade é uma ação social, um princípio que tem a Reforma Sanitária Brasileira como contexto político, social e histórico. Isso significa acreditar que a construção da Integralidade requer, necessariamente, interações democráticas entre os sujeitos envolvidos nas práticas do cuidado da saúde, e que essas transformações no cotidiano dos serviços podem garantir a saúde como direito de cidadania.

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